quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

DIA INTERNACIONAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA!



O DIA DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA (3 DE DEZEMBRO) É UMA DATA COMEMORATIVA INTERNACIONAL PROMOVIDA PELAS NAÇÕES UNIDAS DESDE 1998, COM O OBJETIVO DE PROMOVER UMA MAIOR COMPREENSÃO DOS ASSUNTOS CONCERNENTES À DEFICIÊNCIA E PARA MOBILIZAR A DEFESA DA DIGNIDADE, DOS DIREITOS E O BEM ESTAR DAS PESSOAS.
PROCURA TAMBÉM AUMENTAR A CONSCIÊNCIA DOS BENEFÍCIOS TRAZIDOS PELA INTEGRAÇÃO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA EM CADA ASPECTO DA VIDA POLÍTICA, SOCIAL, ECONÔMICA E CULTURAL.
A CADA ANO O TEMA DESTE DIA É BASEADO NO OBJETIVO DO EXERCÍCIO PLENO DOS DIREITOS HUMANOS E DA PARTICIPAÇÃO NA SOCIEDADE, ESTABELECIDO PELO PROGRAMA MUNDIAL DE AÇÃO E RESPEITO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA, ADOTADO PELA ASSEMBLEIA GERAL DA ONU EM 1982.

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_internacional_das_pessoas_com_defici%C3%AAncia


segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Campanha Nacional Direito Educação


PARA MAIORES INFORMAÇÕES ACESSE: 

http://semanadeacaomundial.org/2014/


Trabalho realizado na Escola Municipal Pedro Moro Redeschi
































segunda-feira, 25 de agosto de 2014

DICAS PARA ESTIMULAR CRIANÇAS COM SÍNDROME DE DOWN A ESCREVER!


           Muitas crianças com síndrome de Down têm dificuldade para escrever. A hipotonia, ligamentos mais frouxos e falta de força nas mãos contribuem para isso. Há diversas maneiras de preparar a criança para essa tarefa, e que também contribuirão para outras que a levarão à autonomia, como vestir-se sozinho, por exemplo. Veja abaixo algumas dicas, que servem tanto para a escrita em letra bastão ou cursiva, assim como para o desenho:

ANTES DE ESCREVER:
- Escrever com letras grandes na areia. Passar a mão por cima, caminhar por cima das letras.
- Desenhar e fazer linhas e círculos com esponjas e pincéis num papel grande, jornal, quadro ou cavalete.
- Colocar contas num fio – começar com contas maiores, e ir diminuindo o tamanho e a espessura do fio, conforme a criança for melhorando a habilidade.
- Colar adesivos em lugares definidos – também no começo maiores, e ir reduzindo com o tempo.
- Andar na posição carrinho de mão – com as mãos no chão e alguém segurando os pés, para desenvolver a força muscular dos ombros e braços.
- Fazer construções com Lego.
- Fazer castelos com areia molhada.

QUANDO A CRIANÇA JÁ ESTIVER COMEÇANDO A ESCREVER
- Desenhar linhas em labirintos impressos no papel.
- Escrever no ar.
- Dizer para a criança para escrever rápido e não se importar com a letra. Com o tempo e a repetição, a grafia vai melhorando.
- Tão logo possível, começar a ensinar a criança a escrever palavras, que despertam mais interesse do que simples letras.
- Permitir que a criança fique em uma posição confortável para ela, pelo menos de início. Algumas crianças procuram apoio da outra mão ou até do queixo ou da bochecha para firmar o lápis. Com o tempo ela vai encontrando seu próprio jeito.
- Usar canetas com tinta lavável pra ficar mais fácil de limpar a bagunça
- Sempre dizer para a criança escrever algo à mão livre também, não apenas exercícios e tracejado, porque é lá que queremos chegar.
- É importante elogiar o trabalho, mesmo quando ele não está muito bom.
- Tudo bem se o trabalho não ficar muito bom no começo, porque, com o tempo e a prática, as letras vão tomando uma forma mais consistente, tornando-se a escrita pessoal de quem escreve.
- Quadros brancos com pincéis atômicos são mais fáceis para escrever.
- Lápis e canetas mais grossos são mais fáceis de usar.
- Usar pedaços bem pequenos de giz também é bom para desenvolver o movimento de pinça com os dedos.
- É importante o assento estar numa altura adequada em relação à mesa e que, para melhorar a estabilidade, os pés fiquem pousados no chão ou em um repouso para os pés (pode ser um banco, um pedaço de madeira ou alguns livros grossos envolvidos em papel).
- Procure bons motivos para a criança escrever, como por exemplo um cartão de aniversário, lista de supermercado, uma relação de seus brinquedos favoritos.
- A hipermobilidade, comum em crianças com síndrome de Down, é mais um fator complicador que dificulta a escrita.
- Uma carteira inclinada, daquelas de antigamente, é melhor para a escrita do que uma mesa plana.

APOIO
- Algumas crianças se beneficiam de adaptações no lápis ou que ajudem o punho ou braço a permanecerem na posição para escrever.
- Lápis triangulares são mais anatômicos .
- Enrolar um elástico de borracha, ou mesmo esparadrapo, no lápis, para que fique mais “gordinho”, pode ser favorável.
- Ajudar colocando a mão sobre a mão da criança. Fique por trás dela, para que entenda a posição correta para escrever.
- Segurar levemente a mão, cotovelo ou braço, até ela conseguir permanecer na posição sozinha.
- Dirigir o traçado corrigindo levemente a empunhadura da mão da criança.
- Dirigir oralmente o desenho ou a escrita da letra (faz um traço, um círculo, uma barriga…)
- Sentar-se ao lado dela, fazer a posição de segurar o lápis e dizer para ela fazer a mesma posição.
- Mostrar fotos de crianças empunhando o lápis corretamente.
- Interromper o desenho antes que ela comece a rabiscar muito o papel.
- Usar pincel atômico largo dá estabilidade e a criança fica feliz em conseguir tracejar mesmo sem ter força na mão.

MOVIMENTOS
Os movimentos são o mais importante para aprender a escrever – e não o resultado. Assim, uma criança não deve ser obrigada a copiar ou tracejar as letras (seguir pontinhos com o lápis). Escrever não é desenhar. Se a criança aprende o movimento para escrever, sua letra irá gradualmente desenvolvendo a fluência e legibilidade. Por isso é importante que, para cada letra, o professor comece a ajudar o aluno colocando sua mão sobre a mão dele e reduzindo gradualmente a orientação até que a criança ganhe mais confiança.

FALTA DE COORDENAÇÃO
É importante lembrar que não ter coordenação adequada não impede a criança de começar a escrever.

OUTROS RECURSOS:
- Letras cortadas de revistas
- Carimbos de letras
- Letras de plástico
- Letras adesivas
- Decalque de letras (daqueles que passamos a caneta por cima e a letra aparece, ou os que são transferidos para o papel com água)
- Letras magnéticas
- Letras de massinha
- Letrinhas de macarrão de sopa de letrinhas
- Letras de gel
- Letras recortadas em lixa, que ajudam também a desenvolver a noção espacial da letra através do tato.

FONTE: http://www.movimentodown.org.br/2014/07/dicas-para-estimular-criancas-com-sindrome-de-escrever/

domingo, 27 de julho de 2014

O MODELO DOS MODELOS E A RELAÇÃO COM O ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO


No texto abaixo ao qual apresenta Sr. Palomar, trás a reflexão para uma prática a ser pensada em todas as atitudes a serem tomadas no cotidiano e principalmente no ambiente escolar.
Podemos assim definir: planejar em mente, verificar o que é possível e posteriormente corrigir o que não deu certo, ou seja modificar para que tenhamos sucesso.
Acreditamos que o exemplo exposto, seja realmente o que temos em mente das práticas do AEE quando iniciamos o Estudo de caso.
Primeiramente construímos em mente tudo que é possível, analisamos, levantamos dados, possibilidades e frentes de trabalho. Logo após, entramos com a natureza do problema identificando-o pelos diversos olhares e proporcionando soluções para que o caso seja solucionado ou pelo menos distanciado da dificuldade apresentada, escrevendo um plano de atendimento estamos buscando esta solução e por fim a avaliação de todo o processo realimentando no que foi deixado de lado ou não realizou-se como planejado.
Como o Sr. Palomar, ao realizar este exercício tornamos claro que para o sucesso este plano deverá ser único, inacabado e com a consistência fundamenta na literatura acadêmica.
Convido a todos a realizar esta leitura bem como desenvolver o exercício da análise e intervenção com a prática do AEE.

“O modelo dos modelos”
Italo Calvino

Houve na vida do senhor Palomar uma época em que sua regra era esta: primeiro, construir um modelo na mente, o mais perfeito, lógico, geométrico possível; segundo, verificar se tal modelo se adapta aos casos práticos observáveis na experiência; terceiro, proceder às correções necessárias para que modelo e realidade coincidam. [..] Mas se por um instante ele deixava de fixar a harmoniosa figura geométrica desenhada no céu dos modelos ideais, saltava a seus olhos uma paisagem humana em que a monstruosidade e os desastres não eram de todo desaparecidos e as linhas do desenho surgiam deformadas e retorcidas. [...] A regra do senhor Palomar foi aos poucos se modificando: agora já desejava uma grande variedade de modelos, se possível transformáveis uns nos outros segundo um procedimento combinatório, para encontrar aquele que se adaptasse melhor a uma realidade que por sua vez fosse feita de tantas realidades distintas, no tempo e no espaço. [...] Analisando assim as coisas, o modelo dos modelos almejado por Palomar deverá servir para obter modelos transparentes, diáfanos, sutis como teias de aranha; talvez até mesmo para dissolver os modelos, ou até mesmo para dissolver-se a si próprio.

Neste ponto só restava a Palomar apagar da mente os modelos e os modelos de modelos. Completado também esse passo, eis que ele se depara face a face com a realidade mal padronizável e não homogeneizável, formulando os seus “sins”, os seus “nãos”, os seus “mas”. Para fazer isto, melhor é que a mente permaneça desembaraçada, mobiliada apenas com a memória de fragmentos de experiências e de princípios subentendidos e não demonstráveis. Não é uma linha de conduta da qual possa extrair satisfações especiais, mas é a única que lhe parece praticável.