terça-feira, 15 de abril de 2014

SURDOCEGUEIRA & DEFICIÊNCIAS MÚLTIPLAS (DMU)

Pessoas com deficiência ou não pessoa com deficiências, somos todos seres humanos, vivendo no mesmo planeta e partilhando do mesmo destino. O que a vida exige de nós e para os outros?” (Richard Kinney – educador, conferencista e poeto surdocego)
  1. DIFERENÇAS

SURDOCEGUEIRA
DEFICIÊNCIAS MÚLTIPLAS (DMU)
* Definida para o indivíduo que possui uma perda visual e auditiva substancial que de tal forma quando combinadas impossibilitam as metas educacionais bem como as sociais, de lazer, vocacionais e principalmente de comunicação e mobilidade tornando o indivíduo dependente do outro.
* Segundo o Mec, DMU “é o conjunto de duas ou mais deficiências associadas, de ordem física, sensorial, mental, emocional ou de comportamento social.”
* Essas deficiências não possuem uma dependência entre si;
* Podem ser:
1. Física e psíquica;
2. Sensorial e psíquica;
3. Física, psíquica e sensorial.

2. NECESSIDADES BÁSICAS
SURDOCEGUEIRA
DEFICIÊNCIAS MÚLTIPLAS (DMU)
* Igualdade de oportunidades nos diversos segmentos da sociedade: educação, saúde, serviço social, lazer e trabalho;
*Atendimento educacional específico afim do auxílio na autonomia desenvolvendo a comunicação e mobilidade;
* Apoio de intérpretes ou de um sistema adequado para a comunicação;
* Confiança com o outro para que aconteça o processo de ensino aprendizagem;
* Adequação dos ambientes: casa, escola, sala de aula..
* Rede de apoio entre escola, AEE, família e demais atendimentos.
* Condições favoráveis de saúde, físicas e de afetividade com apoio e aceitação familiar;
* Estímulos no ambiente de casa, escolar...
* Comunicação adequada ao seu grau de comprometimento;
* Atividades para autonomia e participação social nos diferentes espaços de convivência.

3. ESTRATÉGIAS PARA AQUISIÇÃO DE COMUNICAÇÃO
SURDOCEGUEIRA
DEFICIÊNCIAS MÚLTIPLAS (DMU)
Podemos classificá-los em:
*Pré – linguistas: não possuem linguagem definida (oral ou gestual), geralmente ocorre o isolamento do mundo;
*Pós – linguistas: já dominam uma linguagem definida através de sistemas adaptativos à sua confiança podendo ser através do alfabeto manual ou datilológico, tadoma, sistema Braille, tablistas ou língua oral amplificada;
* Estimulação precoce (desde a educação infantil) auxiliará no processo de comunicação não tornando o aluno um ser isolado da sociedade.
*Valorizar positivamente todas as maneiras de comunicação apresentada pelo aluno;
*Buscas formas de comunicação observando qual facilite a interação com o meio;
* Procurar quando necessário comunicações suplementares (quando não há fala) ou complementares (quando há linguagem – alternativa) através de softwares e equipamentos.
*Comunicação Suplementar:
PCS – Picture Communication Symbols (para qualquer patologia);
PECS – The Picture Exchange Communication System;
PIC – Pictogram Ideogram Communication
BLISS – Elementos simbólicos.

FONTES:
·         Coletânea UFC-MEC/2010. GIACOMINI, Lilia et all. A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Fascículo 07: Orientação e Mobilidade, Adequação Postural e Acessibilidade Espacial.
·         DECHICHI, Claudia et all. Coleção Educação Especial e Inclusão  Escolar: Políticas, Saberes e Práticas. EDUFU – 2012.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Câmara aprova cuidador nas escolas para alunos com deficiência


A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou, na quarta-feira (31), medida que obriga as escolas regulares a oferecer cuidador específico para alunos com deficiência, se for verificado que ele precisa de atendimento individualizado. A iniciativa está prevista no Projeto de Lei 8014/10, do deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG).
A legislação brasileira incentiva a inclusão dos deficientes no ensino regular, deixando o ensino especial para aqueles com características específicas. Por isso, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9.394/96) prevê o serviço de apoio especializado aos alunos com deficiência matriculados nas escolas regulares. O projeto inclui explicitamente o cuidador como parte desse suporte, desde que necessário.
Para o relator da proposta, deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), o cuidador é indispensável para alguns alunos com maior grau de dependência e vai melhorar o rendimento desses alunos. “A oferta desse tipo de apoio resultará na maior participação do educando nas atividades escolares, uma vez que o cuidador estará pronto a auxiliá-lo no desempenho das atividades da vida diária que não consegue realizar sem ajuda”, argumentou.
Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Da Redação - DC

fonte:  http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/438330-CAMARA-APROVA-CUIDADOR-NAS-ESCOLAS-PARA-ALUNOS-COM-DEFICIENCIA.html

quarta-feira, 12 de março de 2014

EDUCAÇÃO ESCOLAR DE PESSOAS COM SURDEZ – AEE EM CONSTRUÇÃO.







                 Aqui serão apresentadas algumas reflexões sobre a escola comum e o Atendimento Educacional Especializado da pessoa surda sob a perspectiva de DAMÁZIO(2010) onde nos propõe uma escola bilíngue tornando o aluno ser participativo da sociedade.
                Mas qual a melhor forma a adotar para o sucesso: A utilização da língua de sinais ou o oralismo? A cada frustração de uma ou de outra forma demonstra a incapacidade delas e a apropriação da forma a ser defendida.
                O que necessitamos é o esclarecimento da melhor forma de linguagem e desenvolvimento pedagógico não tornando-o um ser dependente cognitivamente vinculado a dificuldade de comunicação mas um aluno com outros processos perceptuais, assim a PS terá consciência dos seus meios de aprendizagem, será pensante com domínio da linguagem oral ou gestual e principalmente escrita oferecendo a condição e o domínio da produção do conhecimento seja ele científico ou para o seu cotidiano.
“Para nós, a pessoa com surdez não é estrangeira em seu próprio país, mas usuária de um sistema linguístico com características e status próprios, no qual cognitivamente se organiza e estrutura o pensamento e a linguagem nos processos de mediação simbólica, na relação da linguagem/pensamento/realidade e práxis social” (DAMÁZIO 2010).
                A Política da Educação Especial na perspectiva da educação inclusiva nos apresenta plenas condições para que a PS estejam no ambiente da escola comum amparados pela utilização da sua língua materna ou seja, LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) sob orientação dos profissionais do AEE.
                Pensemos neste momento nos três momentos citados pela autora para o distanciamento entre a dificuldade e a aprendizagem:
·         ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO EM LIBRAS: acontecerá na escola comum, todos os dias, no contra turno escolar. O aluno receberá o apoio pedagógico referente aos conteúdos vistos em sala de aula em libras. Neste momento num espaço dotado de imagens e recursos visuais, ele terá a oportunidade da consolidação dos conteúdos transmitidos por um professor surdo ou que domine a linguagem de sinais.
·         ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO PARA O ENSINO DE LIBRAS, também organizado no contra turno escolar, todos os dias, realizado pelo professor e/ ou instrutor de LIBRAS.
Neste atendimento o aluno ampliará seu vocabulário no ensino da LIBRAS, aprendendo e até criando novos sinais para os diversos termos específicos principalmente científico para os ainda não existentes. Assim como no primeiro momento, este será organizado à partir de imagens e recursos visuais.
·         ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO PARA O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: nesta perspectiva considerada como segunda língua uma vez que a língua de sinais é sua língua materna. Acontecerá todos os dias no contra turno escolar afim do apoio para a compreensão da gramática ou lingüística textual. Esta deve ser preferencialmente desenvolvida pelo professor de Língua Portuguesa, conhecedor dos pressupostos linguísticos.
                Necessitamos criar ambientes propícios ao ensino da LIBRAS (L1) bem como da apropriação do conteúdo escolar. Devemos buscar estratégias pedagógicas associadas aos recursos humanos para que tenhamos o sucesso deste aluno em nossas classes regulares seja este nos três momentos ou apenas nos momentos que a realidade nos apresenta.

Referência Bibliográfica
·         Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar. Fascículo 05: Educação Escolar de Pessoas com Surdez - Atendimento Educacional Especializado em Construção, p. 46-57.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

AGORA É LEI!!!!


ÓTIMO ANO LETIVO!!!

Nesta semana iniciamos o ano letivo de 2014, quero dar Boas Vindas à todos que acompanham e lutam por um mundo melhor e oportunizam a igualdade.
Que Deus abençoe todos nós para que possamos ser os MELHORES professores de AEE... e que a cada novo aluno seja para nós uma lição de vida e profissionalismo!!!

 COM MUITO CARINHO!!!
PAULINE

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013


FELIZ NATAL E QUE 2014 SEJA REPLETO DE REALIZAÇÕES.
FIQUEM COM DEUS

COM CARINHO
PAULINE

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

DESCRIÇÃO E AUDIODESCRIÇÃO

Você sabe o que é Descrição ou Audiodescrição? É o método utilizado para a “transformação de imagens em palavras para que transmitidas não passem despercebidas e possam também ser acessadas por pessoas cegas ou com baixa visão” (FRANCO, 2010).

Nas escolas este material acessível é garantido pelo PROGRAMA DO LIVRO ACESSÍVEL e garantido pela Nota Técnica n. 21 / 2012 / MEC / SECADI/DPEE onde acontecem as orientações para descrição de imagens na geração de material digital acessível – Mecdaisy (http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_downloas&gid=10538&Itemid ).

Sugestão de sites de audiodescrição:

SUGESTÃO DE ATIVIDADE
        A atividade proposta parte do trabalho com o livro de literatura infantil SONHOS DO DIA, escrito pela jornalista Claudia Werneck pela editora WVA em Novembro de 2011.
        Este livro vem acompanhado por três cds: o primeiro sendo o livro falado (MP3), o segundo em Libras e com legenda e o terceiro animação com audiodescrição e legenda.
        Este livro e outros com audiodescrição podem ser comprados diretamente com a Editora WVA pelo site: http://www.wvaeditora.com.br/






PROJETO SENTIMENTOS

1. OBJETIVOS

· Identificar os sentimentos: alegre, triste, medo, coragem, sonho, realidade;

· Exercitar a identificação, sensibilidade e fala pública sobre diferentes sentimentos;

· Destacar como lidar com as quatro emoções básicas: medo, alegria, tristeza e ira;

· Ajudar a expressarem sentimentos que lhes desagradam.

2. PÚBLICO-ALVO

Alunos da Sala de Recurso Multifuncional com baixa visão.

3. RECURSOS MATERIAIS E HUMANOS

· Recursos materiais: cartolinas, canetas hidro-cor, revistas velhas, tecidos, espuma, livros, fotos, filmes.

4. Atividades:

· Apresentação do livro Sonhos do Dia;

· Destacar o que mais lhe agradou bem como os diversos sentimentos colocados no livro;

· Representação dos sentimentos através das artes gráficas;

· Produção escrita sobre o tema trabalhado.

Avaliação:

Interação com o outro e com o meio superando seus medos, anceios e desejos.